Facebook, Instagram e Whatsapp com problemas a nível mundial

As redes sociais Facebook, Instagram e WhatsApp estão a registar problemas a nível mundial, de acordo com queixas de utilizadores feitas no portal Downdetector, segundo a agência Efe.

De acordo com a agência espanhola, utilizadores de países como os Estados Unidos, México, França, Roménia, Noruega, Geórgia, Grécia já registaram no portal Downdetector que estão a ter problemas.

Em Portugal, os problemas estão a ser sentidos sensivelmente desde as 16:30, constatou a agência Lusa relativamente ao Facebook e Instagram.

No caso da aplicação de troca de mensagens WhatsApp, quando os utilizadores enviam mensagens, aparece o ícone de um relógio e a mensagem não é enviada.

04 out 2021 (agência Lusa)

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WhatsApp multada em 225 ME pela Irlanda por violar proteção de dados

 
A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC) informou hoje ter aplicado uma multa à WhatsApp Ireland de 225 milhões de euros por infringir as leis da proteção de dados, a mais elevada que já aplicou.
 
A multa é a segunda mais alta imposta na União Europeia, depois de a Comissão Nacional da Proteção de Dados (CNPD) do Luxemburgo ter multado a Amazon, em julho passado, em 746 milhões de euros.
 
Ambas as multas estão relacionadas com o incumprimento das normas de privacidade europeias estabelecidas no Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGDP).
 
A investigação da DPC sobre a WhatsApp Ireland, que começou há três anos, examinou se a aplicação de mensagens, propriedade da rede social Facebook, atuou com transparência quando informou os utilizadores e não utilizadores sobre o cumprimento das normas do RGDP.
 
Nesse sentido, a comissão irlandesa analisou se o WhatsApp oferecia informação transparente sobre a sua gestão de dados pessoais de utilizadores na aplicação e em outras companhias propriedade do Facebook, cuja base de operações europeias está em Dublín.
 
A WhatsApp Ireland emitiu hoje um comunicado, qualificando a multa de "totalmente desproporcionada" e anunciando que vai recorrer da sentença.
 
A comissão irlandesa já apresentou uma decisão preliminar sobre esta questão a várias entidades reguladoras comunitárias, em dezembro passado, na qual aplicou uma multa de 50 milhões de euros, mas oito destas entidades rejeitaram as conclusões e pediram o aumento do montante e o Comité Europeu de Proteção de Dados (EDPB, sigla em inglês) ordenou à DPC que subisse a multa inicial.
 
“Além da imposição de multa administrativa, a DPC incluiu uma repreensão junto com uma ordem para o WhatsApp adequar os seus processos à regulamentação, com a adoção de diversas medidas corretivas específicas”, explicou a comissão no comunicado da sua sentença.
 
De acordo com especialistas, contactados pela agência espanhola Efe, a empresa de tecnologia pode entrar com um recurso no Supremo Tribunal da Irlanda ou no Tribunal de Justiça Europeu, onde questionará o valor da multa.
 
De acordo com a regulamentação comunitária, as penalizações por incumprimento são de 20 milhões de euros ou até 4% do volume de negócios da empresa no ano anterior.
 

Facebook "domina” redes sociais, mas Instagram, Whatsapp e TikTok aumentam notoriedade

O Facebook é “a rede com maior notoriedade” e contas em Portugal, mas o Instagram, Whatsapp e TikTok estão “a crescer em notoriedade e utilização”, conclui um estudo da Marktest hoje divulgado.

Intitulado “Os Portugueses e as Redes Sociais 2021”, o estudo – realizado com base em 800 respostas a um questionário de autopreenchimento ‘online’, entre 01 e 14 de julho de 2021 – refere que “o Facebook continua a ser a rede social com maior notoriedade espontânea e com mais utilizadores em Portugal”, mas salienta que “há outras redes sociais que estão a ganhar terreno entre os portugueses, tanto na sua utilização, como na notoriedade espontânea em relação às respetivas marcas”.

Entre estas, identifica o Instagram, o Whatsapp e o TikTok como “exemplos de redes em clara ascensão em Portugal”, enquanto o Twitch e o Telegram foram “as redes que mais cresceram em penetração no último ano”.

O estudo produzido pela Marktest identifica o Facebook como a rede social com mais referências espontâneas por parte dos inquiridos, com um registo de 98,5% de respostas quando se questiona sobre as redes sociais que os portugueses conhecem.

Esta valor representa “uma ligeira quebra” face aos 99,6% de notoriedade verificados em 2020, encurtando a distância em relação à segunda rede mais citada - o Instagram - que mantém a sua notoriedade em crescimento, para 89,6% de referências espontâneas (ou seja, sem sugestão de respostas).

Há cinco anos, nota a Marktest, a notoriedade do Instagram em Portugal situava-se nos 54,9%.

Já o Twitter mantém a terceira posição no índice de notoriedade espontânea, com 5,5%, e o TikTok – que foi analisado pela primeira vez em 2020 por este estudo da Marktest – sobe agora para o quarto lugar, com 32,2% de referências, “confirmando assim a clara tendência de crescimento que vem apresentando” em Portugal.

O WhatsApp ocupa a quinta posição das redes sociais mais referidas de forma espontânea, com 27,5%.

No que respeita ao uso destas plataformas, o estudo conclui que “os portugueses têm, em média, contas criadas em seis redes sociais”, ou seja, “mais do dobro da média que se verificava em 2011”, quando a Marktest começou a produzir este estudo.

“Um registo que – sustenta - confirma o crescimento exponencial do hábito de uso de redes sociais e que ganha ainda maior volume entre os mais jovens, onde sobe para nove a média de redes onde têm perfis”.

A análise da Marktest conclui que “também neste critério o Facebook domina em Portugal”, com 93,4% dos utilizadores de redes sociais a afirmarem ter perfil criado nesta rede, o que traduz um crescimento de 1,2 pontos percentuais face a 2020.

Seguem-se o WhatsApp, com 82,6% dos utilizadores (mais 2,6 pontos percentuais) e o Instagram, que se mantém como a terceira rede mais utilizada, com 76,1% (mais 2,8 pontos percentuais).

Esta edição do estudo destaca ainda o Twitch e Telegram como “as redes sociais cuja penetração em Portugal mais cresceu durante o último ano”: O Twitch duplicou os valores do ano anterior, para os 10,1%, enquanto o Telegram quase duplicou de penetração e atingiu os 21,9%, entrando para o top 10.

O estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais” é realizado pela Marktest desde 2011, com o objetivo de “conhecer índices de notoriedade, utilização, opinião e hábitos dos portugueses face às redes sociais e entender a relação que estabelecem com as marcas presentes nestes sites e ‘apps’”.

A informação foi recolhida através de entrevistas ‘online’, sendo a amostra constituída por 800 entrevistas a indivíduos entre os 15 e os 64 anos, residentes em Portugal continental e utilizadores de redes sociais.